segunda-feira, 14 de maio de 2012

Brincando com as ideias

Vocês já devem ter notado por uma das últimas postagens que em se tratando de análise de imagens eu gosto um pouquinho de colocar mais de uma ilustração sobre o mesmo tema. Simplesmente acho que esta atitude ajuda a explorar o tema, portanto temos mais um pequeno grupo de imagens a seguir.

A Coca-Cola tem um histórico de propagandas de sucesso: fato incontestável. No momento não vou discutir os meios que a levaram ao sucesso ou sua ética, mas apenas uma parte ínfima de seus anúncios.

Voltando-se para o anúncio ao lado vemos o típico traço de desenho de humanos da marca à alguns anos atrás: brancos de cabelos claros e bochechas rosadas. O uniforme do homem à direita lembra-nos uma lanchonete. O estilo remete o período de Guerra Fria, não? Algo a fim de marcar o capitalismo e a saúde, alegria e bem estar americano.
Observando sob um aspecto mais pessoal confesso que aprecio esse toque de lanchonete antiga, é um charme muito marcante na minha visão.

Na próxima vemos a Coca-Cola em uma propaganda que me fez perguntar: Quando se tem grande fama, afirmar ser um clássico só para firmar a ideia, realmente a firma? Pode parecer óbvia uma resposta afirmativa, mas na verdade não é, pelo menos não conscientemente. E inconscientemente também não, pois várias marcas já tentaram usar de afirmações parecidas, porém parece que algumas delas não têm esse poder todo na palavra não é? Então, é preciso um conjunto de ações e situações para dar ênfase à palavra.
Senti uma grande necessidade de colocar a última propaganda. Primeiramente, é um anúncio mais antigo, do começo da bebida Coca-Cola. Nota-se que o padrão de estética humana é semelhante, apesar das bochechas não serem tão rosadamente marcadas. Lembro-me então do ainda presente racismo nos EUA ainda hoje, da dificuldade da miscigenação insistente.
Novamente, sob um aspecto pessoal, gosto da pintura dos cabelos. É um trabalho lindo devido ao degradê de cores feito pela iluminação.

Presumo que ainda farei um texto aprofundado da Coca-Cola, mas, para sua felicidade ou tristeza, isto ficará para uma outra rodada.

Sonhadoramente,
Bárbara




domingo, 13 de maio de 2012

Um feliz dia das mães à todas estas rosas brancas

Mãe,
É o raio que lhe deu a vida.
Mãe,
É a canção que lhe acalma.
Mãe,
É a guia de sua senda.
Mãe,
É a amiga permanente.
Mãe,
É a rosa branca do seu jardim.
Mãe,
É o porto seguro.
Mãe,
É um nome lindo.

Mãe
Não se escolhe.

Apenas se tem,
Agradecidamente.



O poder dos papéis escritos

É triste vermos em nosso meio as situações as quais alguns precisam suportar. A fome, sede e o frio são males que há muito deveriam ter sido extintos de nossa sociedade. 

A leitura é um dos mais infalíveis meios para ampliar vocabulário, conhecimento de mundo e articular a linguagem e a escrita. É através dela que muitos indivíduos se inserem em determinados grupos da sociedade, dependendo do tipo e da frequência de leitura. Por isso é analisando os costumes de leitura que encontrarmos as características de um grupo da sociedade.

São os livros a porta para clareza de ideias e a criação de pensamentos fortes. Nem todos, porém, possuem ou podem ter esse importante hábito, permitindo a entrada da ignorância. Considero esta a segundo maior praga da humanidade, só perdendo para hipocrisia.

















A primeira charge foi retirada de http://tebloga.wordpress.comcategorychargepage2

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Histórias para pôneis, os cavalos do Príncipe de Paus


Certa noite, inquieto e pensativo, o jovem Príncipe de Paus se levanta de sua frondosa cama. Menino de não mais de dez anos, geralmente silencioso. Olhos grandes em verde profundo, cabelos lisos castanhos desbotados e geralmente trajado em cores escuras. Indecifrável. Vestiu o hobby e espiou o corredor. À muito a mãe, a Rainha de Copas, e a babá deixaram-no para que dormisse. Fato esse o qual não ocorreu, resultando na sua jornada noturna.

Com um rangido a porta do estábulo abre revelando os pôneis quietos, mas acordados. A luz suave do céu desperta um homem deitado no feno. Ao abrir os olhos, dá um pulo e se apreça em fazer uma reverencia.

- Majestade.... O que fazes tão tarde da noite em um lugar como este? – pronuncia de cabeça abaixada

- Quando o sono foge como um cavalo selvagem, buscamos ao menos o manso cochilo.

A figura pequena senta-se em um monte de feno próximo, de frente para o homem. Observa-o imóvel.

- Se não for incomodo, peço-te um favor: conte-me uma história de dormir.

- Claro vossa Majestade, não há problema algum. – declara surpreso

Cortês, põe-se a contar a melhor história de ninar que conseguia pensar. O príncipe, ainda de olhos bem abertos, preta tanta atenção a ponto de incomodar o homem. Aproveitando uma pausa no pensamento do outro, a voz infantil se faz ouvir.

- Desculpe-me a audácia de interromper. Acorre que essa audácia é triste. Não desejo ouvir uma história repleta de problemas fantasiosos e finais felizes. Desejo uma história que me faça refletir e crescer, mas que ao mesmo tempo permita a minha mente vagar em sonhos mágicos.

Desafiado, o homem se põe a pensar profundamente e recomeça a fala torcendo para conseguir alcançar o objetivo.

                                                                           Inocência Perdida

O céu estava claro, mas dava para vê-lo sem machucar os olhos, pois as copas barravam parte da luz. Barulho ao fundo, ar calmo, quente.

A mãe insistira para que saísse e brincasse, mas não havia mais graça. Desde o adoecer desta e a clara percepção do seu estado frágil e perigosamente perto da passagem, a tristeza e o medo a embalam. Corroendo aos poucos.

Talvez por isso as borboletas não se aproximem mais. E sem elas, a floresta não tem cor. A alegria doce de brincar juntas não está nem na luz, a qual agora somente parece algo necessário.

Levanta-se preocupada. Pobre do pai. Vinha cada vez mais sério e, quase sempre que estava em casa, mantinha um copo e uma garrafa por perto. Ele já devia ter chegado.

Quando entra, a cena é a mesma. A gentil empregada já havia deixado o jantar pronto e o pai comia e bebia.

Pega a bandeja de prata logo após um baixo cumprimento. Sobe e com um sorriso coloca-a na frente da mãe.

- Obrigada, meu anjo. – disse sorrindo tão calorosamente quanto no tempo em que cozinhava

Gostava de ficar com ela. Isso a animava e nesse momento insistia para que descansasse. Ficava lhe fazendo carinho até adormecê-la.

Lá em baixo, o som de vidro quebrando as fez pular. Desceu tão rapidamente quanto possível para uma humana. O coração com medo palpitando como um beija flor.

O pai esta quebrando a sala e gritando. Ou chorando em palavras ferozes talvez. Tentou segurá-lo, acalmá-lo. Em vão, obviamente, pela condição de criança.

- P... Pare – uma voz fraca sai dos lábios frágeis dela

Pálida e encostada no corrimão, seu esforço para descer e falar pouco adiantou.

- Não! Foi você que causou isso! Você está fugindo de mim!

Ele empurra a garotinha loira. Caída no chão, vê-o gritar mais alto ainda e continuar transtornado. A essa altura apenas os móveis próximos a parede estavam no mesmo lugar.

Furiosa corre até uma pequena estante que parou perto da lareira. Melhor queimar aquelas bebidas malditas, enquanto a mãe tentava pará-lo, ainda gentil. Se não podia evitar o agora, que evitasse uma repetição.

Não esperava a explosão.

Ouviu o pai chamando-a. Chamou por sua mãe. Corre em meio ao fogo adentrando a sala, mas não via nada. Pânico. Um vislumbre de porta aberta.

E lá fora o ar era fresco. E a casa que um dia fora tão bela, desaba como se fosse feita de papel.

Assustada, olha em volta. Não havia ninguém. O fogo berrante se fazia presente na noite como as adagas no peito.

Tristeza é vaga e irritante, mas não era isso que sentia. O choro que corria nas veias e as lágrimas que molhavam a terra não eram mais de uma criança. Era como se o corpo quisesse expulsar aquele sentimento, como se fosse pequeno demais para aguentar o fardo. Fazia-a tremer sem parar. Fazendo-a encolher-se mais e mais, para que pudesse sumir. Para restarem apenas as lágrimas que não apagam a chama.

O brilho dourado das borboletas chama seus olhos, cria um caminho. Uma voz chama ao fundo, macia, serena e forte.

- Venha, pequena boneca de porcelana, criada em redoma de vidro de inocências. Agora você conhece a dor e o remorso.”

As nuvens cobrem a lua como cortinas cobrem janelas. O contador de histórias não consegue dormir, a viagem foi impactante demais para seu próprio coração. No entanto, o Príncipe e seus pôneis já iniciam a jornada dos sonhos.

domingo, 8 de abril de 2012

Para este feriado

Vê o que há de belo
Vê o natural, o humano, a mistura
Inspira o ar puro
Lembra do que tu gostas
Lembra do que tu queres
Lembra do que tu eres
Recarrega as energias
Volta para luta
Deus está contigo, Ele te resgata e te salva.
O mundo não é perfeito, mas tem muita coisa boa para dar. É só você achar a graça das coisas.

 Uma ótima Páscoa a todos!  


Sonhadoramente,
Bárbara

domingo, 1 de abril de 2012

Autores

Ser um criador de significados não é algo fácil. E eu, por mais que planeje em minha obras, sei que o verdadeiro autor cria sua obra em um instante. E eu, depois de tantas tentativas não nego que as melhores frases e imagens vem apenas de um instante, quando a alma alcança o significado completo, a sabedoria natural e simples, a qual não conseguimos sempre visitar, mas que todos nós temos.

E a vida é como uma peça, na qual por mais que ensaiemos para o próximo ato, são os momentos e as pessoas inesperadas que criam a beleza das cenas e elas são a essência principal do espetáculo. Como um jovem ator, de pouco em pouco, vamos percebendo-a e aceitando-a até o momento em que passaremos a verdadeiramente usa-la e vive-la.