segunda-feira, 26 de março de 2012

Do berço encantado à fotografia manchada

Qual jovem já não ouviu Renato Russo ou Caetano Veloso? Mesmo para escola, a qual apresenta a importância histórica e literária dessas músicas? Nelas vemos a poesia, a qual encobre o protesto, a vontade de mudança dos jovens da época e sua luta sofrida para acabar com a repressão, dos olhos dos censuradores. Infelizmente essa vontade foi se perdendo por entre as gerações posteriores devido à perda de esperança e a irreverencia surgiu como algo próprio das juventudes.

Hoje sabemos que a irreverencia e a intolerância não devem ser alimentadas e cultivadas. Elas não dão identidade ao jovem, mas apenas o afundam no próprio desespero do não saber o que fazer. Assim, o tornam desgraçado e uma doença que faz o futuro ser sombrio e caótico.

A vulgaridade surge então como algo moderno e totalmente contrário a “caretice”, muito mais alienado que a intolerância. Como se esta fosse a resposta da vida: abusar da libertinagem para ser feliz. Mas isso realmente traz a felicidade? O velório de alguns valores traz uma banalização de situações que antes eram consideradas “mágicas”, ou seja, transcendiam o comum do ser humano e o transportavam para um mundo de ficção encantado. Dentre essas situações se encontra a nossa música.

A despreocupação é utilizada para inibir a poesia. E então, pouco encontramos no nosso cotidiano aquela perspicácia travessa dos autores antigos. O único meio que se esforça para nos remeter esse pacote é a escola e convenhamos: Qual aluno presta total atenção a ela? Este encanto escrito e musicado deve estar presente no dia a dia, fazer-nos viajar e pensar, fugir e centralizar.

Porém admito que ao contrário da geração de “Alegria, Alegria” de Caetano Veloso, o jovem de hoje não luta contra uma concreta ditadura, mas com uma realidade triste e grosseira disfarçada de estável. Uma realidade ramificada em vários problemas intrínsecos, o que dificulta a união para erradica-los.

O mundo sempre apresentou dificuldades e agora que todas estão tão claras devido à globalização bate uma preguiça de lutar contra tanta coisa. Antes havia um objetivo: ser livre, para sair, para cantar, para escolher.  Mas se o objetivo é a pacificação, pense em quanto deve ser feito. Ver apenas o futuro e o sonho individual parece uma vertente muito mais confortável.

Vamos realmente deixar-nos levar por essa maré? Teremos força para lutar contra essa grande correnteza?


sábado, 17 de março de 2012

Atrás dos seus, dos meus óculos

Percebendo duplicidade
É que percebi duas
E acreditando ser duas
Tornei-me duas.

Uma sempre mascarando a outra.

E o que é essência?
A posse do ser do nascimento
Ou a construção própria
Daquilo que foi vivido?

Palavras

Mesmo palavras com significados fortes se tornam vãs quando usadas em excesso e banalmente.

Assim,

A palavra só tem força se alguém lhe dá tal ênfase.

Então,

Se pronunciada com crença e importância ela terá poder.

Porque para quebrar um tabu, só basta ter a coragem de falar sem medo.



O poder do crer abre portas e janelas.

Vence distancias e muros.

Pois dá energia e coragem,

Para que o corpo físico não caia

E para que a mente não entristeça.



A intuição pode muitas vezes ser mais correta que fatos.

Se você ainda não percebeu o quanto o mundo é complicado

É por que ainda se ilude com os poucos resultados

E pensa que tudo pode ser provado em cima de observações superficiais.

As respostas verdadeiras exigem palavras absurdas

As quais só loucos já viram.

E complexas navegam pirando a mente dos que não as entendem.


Talvez a verdade não seja para nós.

Talvez nós não estejamos prontos para verdade.



Assim seguimos em um mundo onde palavras

São inseguras e incertas,

Banais e tristes,

Distantes e distorcidas,

Verdadeiras e falsas,

Gentis e intensas.

Completas.  

domingo, 11 de março de 2012

Jogada Joker – Apresentação

Privaram-me dos doces contos de fadas desde criança e me sufocaram com a concreta realidade. E assim eu nunca acredite neles. Mas criei um mundo de escuridão pacífica onde sempre caem confetes, que pelo menos uma vez, podem se tornar coloridos.


Se você não entender minhas ideias tudo bem, a maioria não entende. Se você não concordar, então entre no jogo e tente me convencer do contrário. Só tente não se perder nos labirintos desse tabuleiro. 





Sonhadoramente,
Bárbara