sexta-feira, 29 de março de 2013

Verdade

Permeia pedras com a força da tua sutileza, num borbulhar vagante, viajante num declínio. Primeiro pleno, depois em um suspense transparente. Os detalhes dos brilhos formadores do teu todo salpicam vorazes, velozes, atingindo e mirando teus arredores. E permeia vidas e satisfações e gargantas. Passa puro e cristalino, faz nascer e crescer só para ceder ao todo, por vezes inalcançado (pelas mentes), que une e desune teus viventes.

Permita-nos então, flutuar contigo. Não como parte igual, jamais possível seria. Mas como pequena chama alimentada pelo que te compõe. Como pedaços sobreviventes de entendimento da dor e do caos a serem superados. Luzes escassas querendo ver a cor além do reflexo brilhante, procurando-a na profundeza disposta nesta terra de vida em fervor. Luzes não caminham sozinhas, por isso, permita-nos fazer viagem (ainda que superficial) no teu balanço.