quarta-feira, 25 de julho de 2012

Férias: relaxando no seu cantinho

Diz-me quem não gostaria de poder sempre ficar como este gatinho: tranquilo em um lugar inusitado, mas confortável para se tornar o seu cantinho. O bercinho do seu coração.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Quadros: quais deles são a verdadeira arte?

Quero todo calor que você pode dar para me afastar deste frio, uma vez que estar sozinha é diferente de se sentir só. Quero o mel das suas flores banhadas por este sol prestes a dormir.  Você não está presente, mas deixou aqui seus fantasmas. Um fantasma é uma sombra, uma penumbra qualquer de você. Não podemos nos tornar vívidos se você não é visível para este céu. Um fantasma só tem poder quando aliado ao quadro do qual foi arrancado, como um pedaço vagamente esquecido das bordas. Ninguém possui moldura, pois se pinta e é pintado a cada segundo. Você também não irá conseguir emoldurar-se. Venha então, devolva o brilho do fantasma que eu posso ser. Nem tudo que é deixado para trás é ruim e minha partida foi um triste erro seu. Você chora, só para fazer as gotas refletirem a luz da estrela que se cobre pelo chão. Torne este lugar aconchegante e envolva-nos, não posso voltar a ti, mas posso renovar-te. Eu já tenho a tinta, dê-me o pincel.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Igualdade e Semelhança

            Não era velho. Era novo. Pelo menos para mim, mas poderia dizer que estava bem conservado. Uma placa na frente indicava com orgulho que os espelhos foram comprados no final do ano passado. A casa atraiu-me, talvez por minha ilusão, talvez por sua verdade. A noite estava aconchegante e suave, feliz em seus mil brilhos de festa. E aquela atração parecia o local perfeito para as próximas risadas. Então comprei um ingresso e entrei.

           Olhei as facetas de mim mesma e o medo foi patético. Um arranhar irritante no peito. Medo dos reflexos distorcidos e coloridos, tão surrealmente reais. Eu tinha receio das imagens parecidas tão bem misturadas com partes que não deveriam ser. Ou era apenas para mim que era estranho. Tinha receio dos rostos que conhecia tão bem os defeitos e daqueles que conhecia tão bem as fraquezas. Tinha receio do reflexo perfeito, o qual tão poucas vezes vi. E até com outros frequentadores me espantei.
 A sensação não era de vertigem, mas de psicose. A loucura é fresca e leve. Como uma chuva de perfume. Mas o ambiente é enjoativamente doce, de ar pesado. Passeando por entre os fios de meus cabelos sem que eu percebesse, como dedos indesejados.
 Porém, para todos, estas facetas são normais e este é mais um momento. Acho que sou apenas detalhista demais. Só espero que na saída, a noite continue aconchegante.